102º aniversário
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Guilherme de Faria nasceu há 102 anos
Há 86 anos, no dia do seu 16º aniversário, no dia 6 de Outubro de 1923, Guilherme escreveu a Manuel de Castro:
"Está um dia luminoso e forte. O Sol é uma chaga rubra. E o planeta onde, por acaso, nos encontramos, vive uma hora de vida e de triunfo. Está um dia luminoso e forte. A luz do Sol é viva e forte. E eu tenho a impressão que me lograram. Sinto-me roubado, estou apreensivo e triste. Perdi quinze anos. Roubaram-me hoje quinze anos. E eu tinha já uma afeição enternecida pelos meus quinze anos. Mas veio o tempo, impassível e eterno, roubou-me os quinze anos e deu-me os dezasseis! E eu, naturalmente, sinto-me roubado. Estou apreensivo e triste. Dezasseis anos! Eu sinto sobre mim dezasseis anos? São pesados e inúteis. Não me interessa os dezasseis anos. Mas tenho saudades dos meus quinze anos. Tinha por eles uma afeição carinhosa. E tenho a impressão que me lograram. Sinto-me roubado. Estou apreensivo e triste."
Guilherme de Faria nasceu há 102 anos
Há 86 anos, no dia do seu 16º aniversário, no dia 6 de Outubro de 1923, Guilherme escreveu a Manuel de Castro:
"Está um dia luminoso e forte. O Sol é uma chaga rubra. E o planeta onde, por acaso, nos encontramos, vive uma hora de vida e de triunfo. Está um dia luminoso e forte. A luz do Sol é viva e forte. E eu tenho a impressão que me lograram. Sinto-me roubado, estou apreensivo e triste. Perdi quinze anos. Roubaram-me hoje quinze anos. E eu tinha já uma afeição enternecida pelos meus quinze anos. Mas veio o tempo, impassível e eterno, roubou-me os quinze anos e deu-me os dezasseis! E eu, naturalmente, sinto-me roubado. Estou apreensivo e triste. Dezasseis anos! Eu sinto sobre mim dezasseis anos? São pesados e inúteis. Não me interessa os dezasseis anos. Mas tenho saudades dos meus quinze anos. Tinha por eles uma afeição carinhosa. E tenho a impressão que me lograram. Sinto-me roubado. Estou apreensivo e triste."


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